Viagem a Paris do 9º ano, de 13 a 16 de fevereiro de 2018

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Matematicamente falando, esta jornada traduz-se pelos números 5, 7, 8 e 12. O número 5 como hora de encontro no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os números 7 e 8 como a hora do pequeno-almoço e o número 12 como a média de quilómetros que caminhávamos por dia.

Pode parecer um contrassenso levantar cedo, caminhar muito, dormir pouco e ter uma experiência maravilhosa e inesquecível. Mas esta, de facto, foi uma viagem memorável. Cerca de 40 pessoas do Sul da Europa ficaram maravilhadas, logo no primeiro dia, quando viram cair neve enquanto caminhavam pela Notre Dame, uma das mais antigas catedrais do mundo, pela Ilha de la Cité, onde Paris nasceu há dois mil anos, pelo Hotel de Ville, que de “hotel” não tem nada, e que é nada mais, nada menos a câmara municipal da cidade, pelo Centre George Pompidou, um edifício caracterizado pela arte moderna e, por fim, pela Basílica do Sacré Coeur, bem no alto, em Montmartre. Para pena nossa, não nos foi possível ver os artistas, porque o frio era muito, muito….

No segundo dia, todos nos tornámos personagens da Disney. Entre loopings e montanhas russas, Buzz Lightyear, Star Wars Hyperspace Moutain, It´s a Small World e Piratas das Caraíbas, com o riso maléfico do professor Nuno, houve coragem, adrenalina e magia. O Pinóquio também marcou presença e realizou os sonhos de infância do Alexandre Brandão e dos professores Nuno, Helena e Elisabete. Fica a dúvida se alguém ousou entrar na torre do terror... Definitivamente, ficará marcado em todos nós toda a cor, luz e fantasia daquele “world” à parte.

Começámos o terceiro dia com a visita ao Palácio de Versalhes, mas soubemos que Maria Antonieta perdera a cabeça e, por esse motivo, não pôde vir connosco. Os portões de acesso, os jardins, os aposentos do rei e da rainha, a galeria com mais de 300 espelhos são apenas alguns dos aspetos que fizeram com que esta visita fosse imperdível. Aquilo é que era viver “à grande e à francesa”. O único ponto negativo desta visita: os macarons, que não comemos de tão alto o seu preço!

A tarde foi passada a visitar os Campos Elísios, o Arco do Triunfo, o Trocadero e a imponente Torre Eiffel. Provavelmente, terá sido nestes sítios que batemos o recorde de fotografias alguma vez tiradas. Houve ainda tempo, e não fossem os quilómetros percorridos e o sobe e desce no metropolitano, para ver o magnífico edifício da Opera e, ali muito perto, as lindas Galerias Lafayette, que fazem jus ao seu slogan "Ici, la mode vit plus fort.".

No quarto e último dia, lá nos "compactámos" à saída do Metro para visitar o Museu do Louvre. Seria impossível visitar tudo,  pelo que fomos tentar perceber se a Monalisa está a sorrir ou não na pintura de Leonardo Da Vinci e houve ainda quem, apesar do cansaço, tivesse coragem para ver a área dedicada ao Antigo Egito. Também visitámos a Conciergerie, residência real e prisão de onde, felizmente, conseguimos sair. O Museu D´Orsay foi o penúltimo local que visitámos. Está localizado numa antiga estação de comboios e dele destacam-se o grande relógio e as fantásticas obras de artistas magníficos, como Van Gogh, Monet, Manet… Até a "Noite Estrelada" estava lá. E pensar que este edifício esteve para ser destruído após a Segunda Guerra Mundial...  Terminámos com mais uma visita a um local emblemático de Paris: o Hard Rock Café, onde bebemos um batido ao som dos The Cure.

Uma palavra de agradecimento para a nossa guia, Sofia, e para os nossos queridos professores Nuno, Helena e Elisabete que, mais do que professores, foram nossos amigos e companheiros de viagem. Não podemos deixar de referir os Ernestos que, para nosso alívio, não deram o ar da sua graça, não conseguindo palmilhar as nossas carteiras.

Uma última nota, em jeito de aviso: há sempre quem esteja à espera que alguém adormeça para poder tirar-nos uma foto embaraçosa...

 

Beatriz Mendonça, 9º B

[2018-02-16]

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