VISITA À ETAR DA MADALENA - O LOCAL ONDE A ÁGUA COMEÇA...

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Quando desejamos beber água, dirigimo-nos à cozinha, abrimos a torneira e a água abundante e gentilmente corre. Quando queremos tomar duche, dirigimo-nos ao chuveiro e, no momento em que o abrimos, a água invade todo o espaço. Até por motivos de lazer, a água é necessária – por exemplo, para encher uma piscina.

No entanto, nem toda a água pode ser utilizada para estas situações, pois não pode estar contaminada com resíduos perigosos para o ser humano – e a água, quando recolhida, tem sempre resíduos. Por essa módica razão, a água que utilizamos é previamente tratada. Mas quem o faz e como? A resposta é simples e reside em quatro letras: ETAR, que significa Estação de Tratamento de Águas Residuais. Esta estação, embora não produza água potável, é muito importante, pois fará um pré-tratamento às águas que, mais tarde, após a ação de uma ETA (Estação de Tratamento de Águas), se tornarão potáveis.

Assim, é correto dizer que a ETA, não trabalha com as águas industriais e domésticas diretamente, mas sim com as águas tratadas “ao de leve” pela ETAR. Em Vila Nova de Gaia, existem várias ETAR(s), mas aquela que mais se destaca pela sua tecnologia avançada, capacidade de isolar odores e quantidade de território fornecido e que fornece, aproximadamente, metade do concelho, é a ETAR da Madalena.

Por essas razões, e tendo em conta o seu interesse ambiental e tecnológico, a turma 8ºA do nosso Colégio visitou-a, no passado dia 12 de maio, a fim de consolidar os conhecimentos já adquiridos sobre o processo de limpeza das águas residuais e de perceber o ambiente do local. A viagem começou, aproximadamente, às dez horas da manhã e foi divertidíssima. Apesar de o termo “visita de estudo” possuir um cariz sério, o objetivo da visita era enredarmo-nos na beleza da Ciência, de uma forma diferente do comum e animada – e não estarmos sérios e calados como habitual nas aulas comuns. Aquela visita de estudo foi uma aula, mas de uma forma diferente, por ser extremamente dinâmica.

Quando chegámos, fomos muito bem recebidos e prontamente vimos respondidas as nossas dúvidas e, só depois, começámos a verdadeira visita. A primeira sala onde fomos acolhidos foi a sala de comandos. Aí, explicaram-nos que é possível comandar toda a ETAR, no sentido de verificar se tudo está a funcionar perfeitamente. Ainda nesse local, mostraram-nos os processos a que a água é submetida – desde o tratamento preliminar ao secundário, passando pela gradação e pelo espessamento.

Simultaneamente, indicaram-nos as funções de cada máquina. O processo que, pelo choque que causou, me ficou gravado na memória, foi o de gradação, que permite travar os resíduos sólidos e maiores do seu percurso na água – a água avança e os resíduos ficam para detrás da grade. Quem diria que, em pleno século XXI, há ainda quem envie esferovite pelo autoclismo ou pela pia? Ou cotonetes? Ou ainda – observem! – roupa e calçado?! Pelo que podemos daí concluir, qualquer coisa que caiba na sanita é enviada. Não saberão as pessoas que o fazem, que ao agirem dessa forma, estão a contaminar as águas? Numa perspetiva diferente, saberão essas pessoas que existem caixotes do lixo? Terão nascido no século XVI ou XVII e tapado os olhos até agora? E acredito que há quem diga: Não deve ser muita coisa…! E eu respondo: Eu estive na sala da gradação.

Sim, é muita coisa. Demasiada para a atualidade! Outro aspeto que julgo pertinente discutir é a questão do odor. Não vale a pena esconder, porque senão o choque ainda vai ser maior e devemos preparar-nos antecipadamente para a verdade: sim, o odor é completamente nauseabundo no interior das salas que albergam os processos interiores. No entanto, muito embora tenhamos sido vagamente avisados do odor, recordo-me perfeitamente da reação que ocorreu quando entrámos nas salas – reação de nojo puro, narizes tapados, muita gente fugiu.

E isto faz-me refletir. Aquela água da qual muitos fugiram é a água que essas mesmas pessoas estariam ou estão a usar neste preciso momento! A água, antes de a vermos, fresca, pura e incolor, é assim! E porque é que a conseguimos ver assim fresca e pura? Porque há alguém – melhor, uma equipa que, todos os dias se submete àquele odor. Quem seríamos nós, então, sem estas pessoas? Teríamos todas as comodidades de hoje, se não houvesse esse serviço? Porque não damos valor ao que temos? Por essa razão eu digo: é necessário conceder valor a quem o tem e dar mérito a quem o merece. Entrámos em todas as salas onde são executados os processos e depois, vimos as máquinas exteriores.

Muitas explicações foram feitas sobre os processos e mecanismos ali patentes e muitas dúvidas foram esclarecidas. Ainda assim e apesar de tudo, ao meio dia, a nossa visita tinha terminado e rapidamente chegámos ao colégio. Estávamos felizes por várias razões: porque aprendemos coisas novas e, principalmente, por termos tido uma manhã em grande! Foi Fantástico!

 Ricardo Guerra, 8ºA

[2017-02-14]

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